Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

4 de dezembro de 2012

Depois do vermelho


Depois do vermelho


Há vida depois do vermelho
elos partidos ao meio
reflexos vazios no espelho
mostram outros receios

Há paz embaixo da couraça
linha tênue divisora das águas
faz do tempo breve ameaça
e são esquecidas as mágoas

Há realidade atrás da máscara
sorriso marcado por rugas
não há nenhuma lágrima
solidão espalhada em figuras

Há amor dentro do peito
amarrado com fita, num laço
esperança invade o leito
e a emoção estende os braços.


Dhenova





Um comentário:

  1. O tom é sempre belo e um verde de esperança depois do vermelho...Gosto do jeito com que constrói o poema e o faz mensageiro de sentimentos. Fã sempre!

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