Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

27 de dezembro de 2012

De braços abertos


De braços abertos

Cheguei ao limite
lá embaixo, o abismo
de águas límpidas e verdes
ondas altas, gigantescas
sensação de ser única
me penetra inteira

Cheguei à beira
o ar é quente
o sol me invade
nenhuma maldade
me abate, nada importa
fechei a porta para o ruim

livre, enfim.


Dhenova

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