Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

29 de dezembro de 2012

Coração em torvelinho


Coração em torvelinho

Levo nas costas
a canção do destino
desvio das pedras
encontradas no caminho

Arrisco uma imagem
de mãos e pés atados
procuro na bagagem
outros tons roubados

Entrego uma emoção
para o céu divino
confesso a solidão
coração em torvelinho.

Dhenova

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