Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

31 de dezembro de 2012

Anjos caídos tocam trombetas



Anjos caídos tocam trombetas


Um dia, uma música suave
Invadiu o planeta febril
Por encanto, teve a chave
Espalhou o toque gentil

Fez da dor uma passagem
Encontrou em novos ares
A verdadeira mensagem
Ecoou nos verdes mares

Levada ao além, pelo vento
Não virou tempestade
Alcançou o coração sedento
Publicou outra vontade

Hoje, soam as trombetas
Anunciam o gran finale
Sobram falsos  profetas
Para curar todos os males

Abrem-se as cortinas
Mostradas são as feridas
Falta calor nas retinas
Mundo de idas e vindas

Caminhada de um povo
Pelo deserto infinito
Nada de muito novo
Desafio parco e restrito

No fim acaba-se o sonho
Estranho universo torto
À procura do bisonho
De encontro ao desconforto.


Dhenova

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