Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

25 de novembro de 2012

Prosa


PROSA

Da primeira vez que te tive
Foi identificação imediata
Na fala arrastada
A emoção de um sentimento
Tão puro
Tão frágil
Celestialmente impuro
E eu te quis ‘de cara’
E deixei tão claro
Pra que confundir tudo?
Era só dizer que amava e pronto
Mas o destino foi estranho
Tirou teu eu do meu caminho
E eu tomei outros rumos
Um mundo de rimas pobres
Atravessadas pelo descaso
De quem não sabe o que é amar...

Hoje, voltas com a força da tempestade
Deixa minha boca seca
Olhar nas estrelas
Coração que bate e bate e bate
Sugestão? Norte!
Vem logo, então,
Vem minha prosa
Que te abraço no ato
Teatralmente em falso
Perdida no palco
Barrada no baile
Desconhecida do público
Mas mesmo assim
Comprometida com a vida
Florida, intensa, amena
Selvagem ou tola
Vivida de fato
Por gente comum
Eu e tu
Eu e tu e a vida
E ainda um instante.

Dhenova

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