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Dos rios que não cruzei... não sei!

16 de novembro de 2012

Poema Livre


Poema Livre

Por um instante
olhei sem ver o horizonte
encontrei a página em branco
sem fortuna ou arcanjo.

Por um instante
busquei sem saber a chuva lá fora
e senti o coração batendo na palma
vasculhei o caderno em busca de traços
sem noção, ação ou fato.

Por um instante
percebi que a vida continua
e que o poema deve ser livre
mesmo que fale da candura, da sinceridade
da ternura ou da fatalidade.

Por um instante
as lágrimas correram soltas
tolas ao acaso

Por um instante
enterneci...

Mas dominei-me
respirei fundo
e renasci.


Dhenova

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