Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de novembro de 2012

O deserto da loucura


O deserto da loucura

Passei massa plástica
nas imperfeições do teto
mesmo que lá fora
tudo estivesse cinzento

cobri com papelão
todo tormento
lixei com força
e com jeito

subi no último degrau
da escada mal colocada
girei absurda
tão desorientada

pintei com tinta clara
o céu da esperança
mesmo que na marra
quis a última dança

fiz tudo quase certo
dentro da minha loucura
mas foi o deserto
que vi na pintura.

Dhenova

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