Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

25 de novembro de 2012

Não preciso disto

Não preciso disto

Cansei das tantas rusgas
quero a brisa suave
palavras doces
sussurros nas madrugadas

Cansei das agressões gratuitas
quero novo arrebol
brilho quente do sol
coisa realmente de artista

Cansei dos conceitos atravessados
e das várias mentiras
não suporto mais a ira
quero doçura nos abraços

Cansei de sentir dor
e almejar a insanidade
sem meias verdades
quero somente o amor

e viver a realidade.

Dhenova

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