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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

19 de novembro de 2012

Matiz


Matiz

É quando eu me recolho no alaranjado
do nosso pecado e me pego assim
meio envolvida, enrolada, cativa
meio embevecida com a boemia
meio santa, atriz atrevida
que respiro o mel e sorvo o mundo
num só soluço...

É quando o ardor que queima meu peito
e deixa o reflexo do amor vermelho
que eu me entrego aflita, apaixonada
lânguida, intrépida, amada
e procuro no espelho o duplo
tinjo o céu de anil escuro
e o tudo preenche os espaços vazios

E quando isso acontece, a fusão
quando a luz se apropria da vida
e faz do amor a única saída
é que o breu amanhece calor, a emoção
e o meu rosto refletido na madrugada
mostra uma insana mania colorida
de ser só poesia, e ter o matiz alcançado.

Dhenova

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