Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

18 de novembro de 2012

Eu sou


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Eu sou a voz que vibra no vento
sou sentimento
Eu sou a feiura que invade o íntimo
sou limo
Eu sou a luz que brilha no escuro
sou futuro
Eu sou a demora que irrita o tempo
sou movimento
Eu sou a paz que aquece o coração
sou emoção
Eu sou a loucura que abraça o caminho
sou torvelinho
Eu sou a nostalgia que persegue a rima
sou mínima
Eu sou a escória que lidera o agora
sou senhora
Eu sou a natureza que compartilha a noite
sou açoite
Eu sou a paixão que guia o dia
sou poesia


Dhenova

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