15 de novembro de 2012

Embrulho


Embrulho

Foram tantas as farpas
cravadas na carne
inflamaram a pele
deixaram suas marcas

Foram tantos os erros
situações cristalinas
e agora o desejo
não chega a retina

Foram tantas palavras
ditas ao nada
fecharam caminhos
mudaram a estrada

Foram tantos os medos
noções atravessadas
tampouco os beijos
fizeram a jornada

Foram tantas as mágoas
no silêncio do quarto
soltaram amarras
mofaram o quadro

Foram tantos os nãos
embriagados de raiva
mataram a paixão
selaram a caixa.

Dhenova

Um comentário:

  1. Um poema tão belo e delicado para um sentimento tão doído.

    Um abraço

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