18 de novembro de 2012

Em cristais

Em cristais

e a brisa é perfumada
pássaros cantam
fazem festa no telhado quente
eu observo, calada
há tanta alegria
na dança alada
que me pego assim
suspirando por nada

há no sol ardente
o convite mudo
mas algumas queimaduras
deixam marcas
doem quando expostas
quero o protetor agora
sair depois de certa hora
aquela em que o sol já virou-se
e foi embora
queimar outro canto...

há na água a calma
água límpida, em cristais
e me vejo num processo de cura
até rápido demais

ainda que o espelho da alma
mostre no fim os mesmos sinais.

Dhenova

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