Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

17 de novembro de 2012

Concreto Vivo


Concreto Vivo

E então era como se nunca
tivesse existido
tijolo e cimento vindo abaixo
coração descoberto, aflito
face pálida
movimento involuntário
surgido no grito
canção calada
brilho apagado
fogueira que esfria
peito à mostra
olhar direto
rosto seco
sem sorriso

só outro grito... mudo
e não há mais suplício.

Dhenova

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