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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

25 de setembro de 2012

Um caminho com flores


Um caminho com flores


Foi então que eu vi
o quanto sou frágil
que muito preciso
de um terno abraço

foi então que senti

senti a vida pulsando
quero sorrir mais
não quero o pranto
alçar voo alto demais

foi então que parti

e parti sem rumo certo
busquei no andar
caminho correto
esqueci de me amar

foi então que entendi

fiz da partida alento
brincadeira de roda
entrei no teu leito
já fora de hora

e muito tarde eu vi

que a trilha é gasta
pedras machucam os pés
e então dei um basta
não quero mais os viés

foi então que percebi

quero sim a partilha
pulso com pulso
sangue com sangue
e não vejo saída

mas nenhum desânimo

curei as feridas
com o sol no rosto
sorrio às idas
não há nada torto

só flores perfumadas
num deserto tristonho.


Dhenova

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