29 de setembro de 2012

Sob a Neve


Sob a Neve


Pela janela aberta do quarto
observo o cinza amanhecer
vejo o campo agora branco
imaginava o que ia acontecer...

Quando os flocos de gelo
começaram a cair lentos
não quis o espetáculo belo
vi que o verde seria coberto

e cismei com esse momento

Senti que a seca folhagem
plantada em frente à varanda
partiria em sua última viagem
não participaria da ciranda

Quis que a velha roseira
fosse forte o suficiente
aguentasse firme a guerra
apostasse experiente

mas entristeci com o silêncio

Por sob a neve densa
ficaram as finas árvores
numa beleza pretensa
sobrou o gélido mármore

Agora vejo a trilha longe
não há vida aparente
só o palco molhado e doce
e a morte sorridente.

Dhenova

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