Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

16 de agosto de 2012

Um sopro



Um sopro

e foi só uma sensação
como um sopro
uma lufada de emoção

e foi como se o vazio
não mais existisse
tudo como no início

e foi-se embora o medo
ficaram as coisas boas
esqueceu-se o arremedo

e surgiu a singela poesia
gritando no íntimo
mas realidade mostrou só utopia.

Dhenova

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