25 de agosto de 2012

Sobre moitas e gente que caga...


Sobre moitas e gente que caga...

E o moço de terno
viu a tal moitinha
não pensou no inverno
achou-a tão bonitinha

tentou mijar nas folhas
não conseguiu o intento
tentou cagar sem escolha
mas não havia assento

sentiu do outro lado
o senhor grisalho
ele vinha apertado
saiu tarde do trabalho

viu também a mulher
da grande botina
ela vinha sem tremer
dobrando a esquina

pensou o moço esguio
se sair perco o lugar
tão bela moita no frio
sempre um lugar pra parar

também ouviu do infinito
uma voz muito grave
'a moita é minha', um grito
'agora estou com vontade'

não percebeu o moço
que a moita cansada
criou pernas e breve
sumiu de vez pela estrada

agora no lugar da moita
apenas um grande vazio
pensa o moço vez por outra
por que tanto arrepio?


Dhenova

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