Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

8 de agosto de 2012

SEMPRE MAIS DO MESMO


S empre a mesma história
E ncantadora e ilusória
M arcada pela dor
P rivada do real amor
R esgatada no delírio antigo
E ncontra no vício o amigo

M uito deprimente
A tua ação inconsequente
I nimagináveis os perigos
S entidos pela mente

D esvarios e desatinos
O rnamentam o teu destino

M ascarado é o teu cuidado
E mbasbacado e atrevido
S ina de quem é viciado
M ergulhado no barro
O homem de vidro.

Dhenova
agosto/2009

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