Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

28 de agosto de 2012

Sem trégua


Sem Trégua

As lágrimas quentes caem do céu
Fazem poças no asfalto negro
Dentro do peito nó apertado
Grito no vento meu desamparo

Quero cálido abraço, afago
Mas a chuva persiste, sem trégua
Deixa cinza o muro de barro
Exala no ar cheiro de terra

Quero beijo estalado na face
Mãos macias cingindo o pescoço
Que o desespero fundo calasse...

Vejo dor nos olhos de quem amo
Engolida pelas muitas setas
Trilha triste que hoje proclamo.

Dhenova
22/4/2011

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