Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

23 de julho de 2012

Sem algemas

Sem algemas


Seguro a murada
olho o firmamento
o sol surge alaranjado
foram-se as estrelas
tudo começa a ficar claro
escrevo outros poemas

Respiro a alvorada
sinto novo tempo
o céu se torna azulado
busco as tantas janelas
o todo vem, sem desamparo
esqueço o vis dilemas

Entendo a lua prateada
confio no quinto elemento
horizonte não está remendado
abri todas as tramelas
o nada não me é mais caro
perdi a chave e as algemas.

Dhenova

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