Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

14 de julho de 2012

Meu último cigarro


Meu último cigarro

E então acendi
meu último cigarro
vi a fumaça sair
entrelaçada em halos

senti no peito
ardência maldita
na garganta o gosto
de borracha frita

e então percebi
o quanto fui idiota
gastei minha vida
apostando em derrotas

hoje quero a liberdade
de ser alguém mais feliz
não preciso do vício
sou dona do meu nariz.

Dhenova

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