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Dos rios que não cruzei... não sei!

30 de julho de 2012

Gratidão

Escrevo o último poema
ouvindo ecos do passado
eles continuam seus dilemas
mostrando-se apenas bizarros

cada letra é desenhada
no teclado imaginário
assim passa madrugada
vai formando um relicário

sempre com os mesmos temas
sons que gritam em demasia
morrem por seus lemas
e só passam hipocrisia

enquanto abro os braços
aspiro novo ar, e brado
não quero o abraço
de um ritmo tão usado

agradeço a música brega
que vem da minha janela
tristeza não me pega
cada um com sua parcela

sorrio ao pássaro dourado
mantenho-me distante
apenas me resguardo
não quero nada como antes

e o por do sol chega farto
desfaz minhas penas
luzes invadem o quarto
gosto enfim das cenas

mas calo diante do amanhecer
sentindo a emoção
há centelhas de vida ao morrer
já não quero a ilusão

agradeço ao sucumbido
pela sublime lição
agora sei do abrigo
bem aqui na minha mão


Dhenova







2 comentários:

  1. Que lindo, Dhe...Minha gratidão a ti, amiga, por brinde poético tão honesto e sincero que tanto me diz...Tanto! Linda, amo tu, sempre.

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  2. Te amo sempre, irmã! Beijo no coração!

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