14 de julho de 2012

Enquanto vivo...


Enquanto vivo...

vejo o rio que resvala
pela areia da praia
mistura estranha
correnteza e grãos

e percebo que o amor é mais
do que este apego
não me sinto indefesa
nem tampouco infeliz

vejo o rio...

vejo a cachoeira e o mar
tudo tão distante
e me ponho a cantar
mais intensa que antes

e sinto que a briga
não tem sentido
cada qual com seu castigo
já não quero o perigo

vejo a cachoeira...

vejo a fogueira e o lago
sei que sou fortaleza
e tudo parece encantado
são dons da natureza

e finalmente sorrio
encontrarei novo abrigo
descartando todos vícios
a vida fará sentido.

Dhenova

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