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Dos rios que não cruzei... não sei!

27 de julho de 2012

Asas recolhidas


Asas recolhidas


Busquei artifícios
escrevi tudo num livro
desenhos e vícios
e enterrei no pó
ao redor da janela
cimentei sem dó
o terreno baldio
das minhas esperas

Enterrei lembranças
desafetos, mentiras
choros e esperanças
num céu de vilania
continuei a rota
medíocre e menos pesada

Cravei as mãos na areia
cavei em concha
nas unhas doloridas
sangrei premissas hediondas
chorei meus medos
contei segredos
fiz do sossego
destino incerto

Um dia, voltei ao universo
do livro arranquei páginas
deixei apenas escritos 
os versos da poesia
mais digna
ainda que menos alada.


Dhenova

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