Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de junho de 2012

Primeiro dia de inverno


Primeiro dia de inverno


A ave recolhe as asas
já não há saída coerente
agressivas ardem as brasas
por todos os lados, gente

encolhe-se entre as grades
espera paciente a fogueira
percorre um novo hades
sem querer outra cegueira

terminados os dilemas
voltará a ser cinzas
deixará tolos poemas
serem levados pela brisa

ah, ave 
que um dia
já foi coitada

hoje, não vale nada.


Dhenova
21/6/2012

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