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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

26 de abril de 2012

Silêncios



Silêncios

silêncio que brota da parede escura
há nos rasgos do cimento o mofo
verde limo do passado que escorre
e mostra os vazios da pintura

silêncio que arde na lareira apagada
preenche as lacunas da alma
faz a nuvem cinzenta imaginada
espalhar o pó pela pequena sala

silêncio que ecoa nas tortas vigas
agora já sem qualquer tormento
carvão marcado pelas cinzas
perdidos os tolos sentimentos

silêncio que espelha na fotografia
momento gravado pra eternidade
sabidas são todas as ilhas
conhecidas de cor as metades.

Dhenova

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