Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de abril de 2012

Pedaços de Estrelas

Pedaços de estrelas

Pedaços de estrelas
tirei do meio dos dentes
após morder com força
universo inteiro

pedaços, cacos
ficaram à mesa
todos num prato
como sobremesa

mas eu não comi...

ao contrário
tentei montá-los
juntei tudo
colei com vida
e dois abraços

mas não engoli...

tentei moldá-los
refazer estrelas
não é fácil
quando aos pedaços
soprei poesia
e muitos laços

espalhei harmonia
desenhei espaços.


Dhenova

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