Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

27 de janeiro de 2012

Fogo em mim


Fogo em mim

Sinto na pele
ardor indistinto
busco a mão, bem leve
vejo olhar tão bonito
e o risco...

Preciso dos dedos
agarrados à cintura
lábios nos ouvidos
despir a armadura
e do vício...

Quero a língua
mais encaixada
então ficar louca
merecer a 'pegada'
estar desvairada...

Desejo a noite
imortal madrugada
obedecerei o açoite
se então for escrava...

desejo a vida e sua morada
arde em mim a chama
fogo que deforma e mata.

Dhenova






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