Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

12 de dezembro de 2011

Jogo sem vencedor

Jogo sem vencedor

Não há gritos de vitória
quem perde são inocentes
não há qualquer tipo de glória
quando a guerra é iminente

Não há mais nenhum céu
nem azul, nem ametista
apenas estrelas de papel
conquistando um novo dia

Não, não há ganhadores
quando a luta é por ego
pisoteadas são as flores
massacradas por um cego

Não há qualquer satisfação
em ganhar o jogo, nem alegria
não há também mais ilusão
quando se acaba a poesia.

Dhenova


Meu novo blog:  http://a-yunes.blogspot.com/

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