Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

18 de outubro de 2011

E se uma lágrima sorrisse?

E se uma lágrima sorrisse?

Poderia acontecer, uma lágrima sorrir
ao cair da face pálida, no luar de abril
poderia acontecer, outra vez eu te ter
braços abertos, abraço apertado
poderia acontecer, um coração pleno
desejo imenso, olhar claro
poderia acontecer, mãos entrelaçadas
no amanhecer, corpos colados
poderia acontecer, tanto cansaço...
tudo isso se uma lágrima sorrisse
ao cair da tua face no luar em abril.

Dhenova
19/1/2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário