Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

27 de outubro de 2011

Devolva-me

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Devolva-me

Devolva-me a paz de espírito
aquela que perdi
quando toquei teus dedos

Devolva-me a brisa fresca
esqueça o anel de ametista
e toda esta briga besta

Devolva-me a verdade
seja ela crua ou farta
e me ame ao quadrado

Devolva-me as lágrimas
pelo meu 20º adeus
e livre-se das amarras

Devolva-me a paixão
sinta-me no íntimo
é só o que preciso

Devolva-me a magia
que só tua voz alcança
venha, e cante poesia

com ou sem aliança.

Dhenova

Um comentário:

  1. "Devolva-me as lágrimas
    pelo meu 20º adeus
    e livre-se das amarras

    Devolva-me a paixão
    sinta-me no íntimo
    é só o que preciso


    Encantador.

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