Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

18 de outubro de 2011

BEBENDO DE SUA ÁGUA

Bebendo de sua água


Bêbada, eu gritava
enviava à lua
bravos uivos aflitos...
Em sua água
nadei mares vadios
Deixei marcas circulares
o coração vazio

Distante, no entanto
encontrei a razão

Servi pratos rasos
uma, duas paixões
até que cansei...

Agora, eu busco
gotas quentes, chuva
um momento novo
a conquista do sonho.

Dhenova

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