Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

26 de setembro de 2011

Renascida



Renascida

Quando a lua some por entre nuvens cinzentas
apaga-se o brilho, sorriso morre
quando a lua some peço socorro
eu espero a sorte...

Quando a lua surge por entre as casas
inunda quente a alma, chama acende
dentes brancos desafiam a morte
quando a lua surge imensa
e sorrio descrente...

Quando a lua quase desaparece num fio
olhar fica atento, busca infinita
em cada cratera imaginada a vida
quanda a lua desaparece alada
choro aflita...

e fico calada...

Se a luz da lua de repente apagasse
decerto escrito na mente
estaria o amor gravado em ouro
se a luz da lua apagasse
eu morreria de novo.


Dhenova

2 comentários:

  1. Dhê, luz da noite nossa vida...
    Que poesia bela e enamorada de si.
    Te adoro e não some nunca...
    Esconda-se, mas não suma.

    Beijos

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  2. Sempre perto, amiga linda, bebendo da tua inspiração. beijo no coração.

    amo-te.

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