Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

20 de agosto de 2011

Lua Silente


Lua Silente




No horizonte azulado
vejo a lua crescente
esqueço o diálogo
outra imagem na mente


quase vejo a árvore
despida de amor
e também a mensagem
no papel sem cor


e fecho a cortina
espero a brisa
já não há mais neblina
no ceu de ametista


sei do escuro
lá nas montanhas
de sombras no muro
em emoções tacanhas...


mas sorrio, segura
o nada não me interessa
apenas o tudo é cura
e já não tenho pressa


não me provoca o odio
escuridão ou inveja
apenas mantenho no alto
as mãos quase em prece


e me protege a marca
na testa a lua silente
tranco de vez esta porta
para todo mal, hoje e sempre.


Dhenova

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