Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

28 de agosto de 2011

Divagações

... e eu ainda permaneço rio, por incrível que pareça. Algumas tempestades insistem em castigar as margens... e eu ainda permaneço rio... o vento açoita a superfície, ondulo, encrespo, mas a correnteza que me move é suave... e eu ainda permaneço rio... o frio enregela o fundo... e eu ainda permaneço rio... mexe com o lodo... no escuro sombrio há alimento, há vida... e eu ainda permaneço rio... sei das corredeiras mais adiante, sei dos tantos perigos... mas ainda permanecerei rio, como antes.

Dhenova

2 comentários:

  1. Para mim que adoro e conheço os teus escritos...concordo!

    és rio! um rio de talento
    tua escrita me leva como barquinho de papel em tuas águas...lindo Dhe!!! amei.

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  2. Fada, amada, querida
    tua presença
    é sempre bem vinda.

    Amo-te

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