Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

27 de março de 2011

A luz dos teus olhos…

A luz dos teus olhos

Não entendi o recado
tua face virada
fiquei assustado
até mesmo sem graça

não entendi o teu jeito
o porquê de tanta raiva
deve ser meu desejo
que te deixou assim brava

não entendi a rispidez
dedo em riste, ato gelado
logo quando era minha vez
fiquei um tanto chocado

não entendi tua postura
necessito da luz dos teus olhos
pensei em ti com tanta ternura
e agora fiquei sem respaldo.

Dhênova

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