Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

20 de fevereiro de 2011

Rio Caudaloso

RIO CAUDALOSO

R esquícios de ontem
I nvadem a mente
O ndas negras assomam

C oração frágil, carente
A barca deixou
U m espaço em branco
D ifícil saber o rumo
A guas mornas barrentas
L ivres finalmente
O curso segue
S orvendo tudo
O caudaloso rio.

Dhênova