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Dos rios que não cruzei... não sei!

26 de novembro de 2010

Asas de Água


Asas de Água

Surgida das águas
a morena atrevida
joga os cabelos
como cauda na vida

aparecida

À tona a menina
olhos amarelados
sentimento é a sina
gesticula os braços

em sussurros

exausta de paixão...

A mulher que surge
vê outro prisma
abre o peito
disposta a qualquer rima

as asas de água
mostram-se no céu

menina
mulher

mulher
e menina

e ainda menina
em sólida mulher...

inteira

asas de água
abertas ao léu

permanece-lhe a harmonia
de ser somente água
coberta de fogo falso

entranha-lhe a poesia
trazida pela magia
para uma nova vida
já sem desagravos.

Dhênova
25/11/2010

15 de novembro de 2010

Mergulho

Mergulho

Mergulho do íntimo
entre bolhas
peixes
conquistas verdes
mergulho eterno
voo terno
nuvens sagradas
ilusão azul
céu apagado
cela riscada

mergulho do íntimo
correnteza
do ínfimo acesa
sai pela mão
asas molhadas
petrificadas
no fundo do mar
espaço absurdo
torto balanço
no fundo escuro.

Dhênova
15/11/2010

13 de novembro de 2010

Indefinindo o vácuo...

indefinindo o vácuo...

aperta-me o peito
pressiona o ar gelado
olhos embaçados
perdem-se no fim

há uma escuridão
envolvendo tudo
há uma ilusão
acerca do nunca
há uma emoção
surgindo do nada
há a sensação
sentida no todo

por ninguém...

por ninguém

aperta-me o ar gelado
pressiona o peito
olhos no fim
perdem-se, embaçados

há uma emoção
envolvendo o nunca
há uma ilusão
acerca de tudo
há a escuridão
surgindo do nada
há a sensação
sentida no todo

quase bizarra.

Dhênova
13/11/2010

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