Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

10 de setembro de 2010

Um alento

Um alento

Não quero o corte
a falha, quero a sina
mas não a navalha
Saber da vida toda
fazer o pedido
e ainda assim
ser repreendido

Não quero a alienação
beleza e canção
são prioridades
sei que há verdade
na chama acesa
mas já apaguei a vela
agora é a luz
do sol poente

Não quero o pecado
nem mesmo a perfeição
fujo da emoção fingida
quero mais do dia
da ida, e ver a cor
do imaginário

Sei que não sou certo
e nem esperto
tampouco otário
saio quase sempre ereto
cordialmente correto

Vejo a solução lá fora
ao longe, na aurora
Sei da porta aberta
mas fazer o quê?

Sou poeta.

Dhenova
30/8/2010

Na 1º Desafio da Roda de Improviso, na NOP - comunidade do Orkut,

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=83467701&tid=5510602002320170087