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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

6 de agosto de 2010

Senhora


Senhora

A cauda azul do vestido
carregava os acontecimentos
pensamentos e origem
opressão, crise

carregava também a maternidade
a vida e a esperança
a sorte e a mudança

a senhora olhava de soslaio
o futuro bem perto
o olhar misterioso
advindo no espaço
as outras faces
outro compasso
curioso movimento
postura diversa
tantos enlaces

os pés em riste da senhora
fazendo todo o percurso
novo mundo
as mãos suaves espelhadas
no vestido azul
na cauda alongada
nostálgica
dama do tempo.

Dhenova
6/8/2010

4 comentários:

  1. Ficou muito bom!
    Escreve com beleza, como uma musica...
    Estou te seguindo...

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  2. gosto de coisas antigas..vestidos longos,chapéus,fiquei com saudade nem sei de que,talvez de um tempo já vivido..lindo adorei

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  3. quando leio poemas assim fico com saudade nem sei de que talvez de outro tempo vivido....amei

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