Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

8 de agosto de 2010

O voo do menino

O voo do menino

Ah, aquele menino
buscou no tempo
um novo ânimo
procurou no espaço
outro plano
divagou pela vida
seguindo a trilha
encontrou a ferida
no peito aberto
vasculhou o armário
e foi descoberto

Ah, aquele menino
correu tanto e tanto
perseguiu estrelas
viu diamantes
contou até cometas
pobre menino
voou e voou
quando pousou
distante do lugar certo
viu diante de si
um novo dilema
possuía asas
mas perdera suas penas
e agora?
Continuar o voo
ou inventar um poema?

Dhenova
8/8/2010 

* Intertextualidade com 'Menino', de Danniel Valente, na comunidade do orkut "Inspiraturas".

2 comentários:

  1. Lindo!
    Um conto em poesia... delícia!
    O coração do menino voa tanto quanto os versos!

    Beijos =)

    ResponderExcluir
  2. Oi, obrigado pela visita, e comentário, mas sentir para uns não é o mesmo que para outros, se a pessoa não entende, não há o que sentir, não é?
    Respeito quem goste!
    Abraços e ótima sexta... ah, e se em Pelotas não sei o que tem de ótimo com um tempo destes.

    ResponderExcluir