Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

16 de agosto de 2010

Dança das Rimas

Dança das Rimas

Eu quero beber d'uma doce poesia
o sumo que fale do amor puro
quero dançar numa breve folia
e ter o olhar parado e morno

Eu quero ouvir uma terna canção
que bem descreva a minha rotina
quero brindar uma nova emoção
com o abraço forte, sem sina

Depois, então, olhar as estrelas
e desvendar os segredos do mundo
Esquecer de vez os tolos cometas
e viajar no mar verde profundo

Que do instinto, em mim, prestante
sobejaram vertentes versos
e verterão, tão incessantes
dançando rimas no universo...

Dhenova & Ânderlo R. Silva

Um comentário:

  1. Não sou tão fã de rimas (até mesmo por não dominá-las com maestria).
    MAS... gostei muito da dança e a poesia ficou extremamente musical!!! Canta-se ao ler ;)

    Beijos =)

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