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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

20 de julho de 2010

A poesia e o silêncio

Havia um grito abafado
vindo das paredes
que pulsavam em anil
havia um diálogo mudo
perene e profundo
ainda que arredio
havia dor e culpa
e uma ira absurda
nada senil
havia a morte e a vida
vistas num só ângulo
havia o pó e o pânico
e um só cobertor
e havia o pacto eterno
ah, nada singelo...
mas eram só as paredes
daquela casa vazia
sim, havia poesia no silêncio
como sempre haveria.

Dhenova

2 comentários:

  1. ... Por vezes o silêncio é um idioma!
    Lindo!!!
    Gosto do modo como "pinta" as imagens!


    Beijos =)

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  2. e eu gosto da tua presença suave... encanta!

    Obrigada, minha amiga. beijo

    ResponderExcluir

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