Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

12 de julho de 2010

Era uma vez...

Era uma vez
um passarinho
que cantava
cantava para Aurora
nas primeiras horas

Um dia
doce passarinho
perdeu-se da hora
e da bela Aurora
ao sair do ninho
a musa havia ido embora

Neste dia,
o passarinho entristeceu, pobrezinho
não cantou o dia inteiro
nem à noite estrelada
nem ao amanhecer...

infeliz passarinho sem ninho.

Dhenova - maio/2009

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