Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

29 de julho de 2010

Almas Aladas

Almas Aladas

No manto azul muito escuro
uma estrela está desenhada
nela, escritas em prateado
as palavras 'Almas Aladas'

no veludo macio quase negro
o horizonte vai se formando
um certo tom avermelhado
vai colorindo o manto

de repente vê-se um feixe
de uma luz amarelada
e uma abóboda muito dourada
surge enfim...

Eram noites de veludo carmim.

Dhenova

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