27 de junho de 2010

À Margem


À Margem

Na margem, o risco
de ser atirada
sem dó
no reflexo turvo
da água do rio

que escorreu de mim
sem nenhum 'ai'
que me levou as vestes
a sanidade
a dignidade e a paz

estou à deriva
sem véu ou vontade
nua e explícita
num mar de vaidade

vivo à beira
agora sem 'eira'
não sei
se mergulho ou subo
grito ou silencio
se fico ou pulo.

Dhenova
26/6/2010

3 comentários:

  1. Linda poesia, amada!
    Me passa o teu número de telefone por depoimento no orkut. Estarei em Três Coroas-RS a partir do dia 27/7. Ficarei até o dia 9/8. Assim que eu chegar vou ver com minha amiga quando vamos a Pelotas (a família dela mora aí), entre esses dias, aí te ligo para avisar e ver se você pode tomar um café comigo, ou chimarrão, ou outra coisa... rsrs. Quero muito te conhecer e conversar! Beijos, Pri.

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  2. Ah, eu também quero conhecer o Sacharuk, e comprar livro autografado dos dois! rsrs

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  3. Adorei!
    A dúvida, indecisão... às margens do pensamento que não cessa!

    Beijos =)

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