Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

13 de junho de 2010

Dançarinos

imagem retirada da rede, com possíveis direitos autorais


Dançarinos

Corpos colados
olhos nos olhos
mão no braço
mão no cabelo
abraço no espelho

Respiração ofegante
a paixão verdadeira
desejo constante
na boca inteira

Seio arrepiado
marca o vestido
o olhar dançarino
busca o achado

A mulher então
sente o contato
é apertada com força
de encontro ao peito
o ar que lhe some
sem efeito...

A força masculina
invade o abdomem
da dançarina
e faz do homem
criatura divina...


dois apaixonados
e uma dança
no salão da magia.

Dhenova
31/01/2010

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