Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

24 de maio de 2010

Dama Poesia

Dama Poesia

Dama que ama é amada na cama
Dama que odeia é sorrateira
Dama que ri é só aprendiz
Dama que chora vai embora
Dama que grita é breve ida
Dama que sussurra é adorada
Dama que fala é atrapalhada
Dama que emudece desconhece
Dama que age é sem igual
Dama que estagna é natural
Dama que abraça é carinhosa
Dama que afasta é ardilosa
Dama que instiga é fantasiosa
Dama que purifica é bondosa

Tantas as damas
tantas as facetas
tantas as fases
mas a musa a mesma...

Dhenova
31/01/2010

2 de maio de 2010

Colibri

Num voo livre,
a andorinha buscou o infinito
deixou-se levar pelo vento
respirou o ar mais limpo

Num voo rasante,
a águia quis a revanche
traçou nova meta, riscou o céu
pronta para a guerra

Num voo absurdo,
sem jeito nenhum, o colibri
atirou-se do monte, lá das alturas,
percebeu a falta das asas

pobre colibri, morto na queda.

Dhenova